Especialidade destinada a cuidar da mulher grávida, durante a gestação, parto e pós-parto.

O profissional dessa área também orienta a mulher com aconselhamento pré-gestacional e acompanha a saúde do feto, permitindo identificar anormalidades precocemente e que possibilitam intervenções terapêuticas ainda no útero.

Além de ajudar no diagnóstico precoce de patologias que possam vir a acometer a mãe e o feto, o trabalho de prevenção realizado no pré-natal também tem auxiliado a diminuir as taxas de mortalidade infantil e materna.

Somos a favor do parto humanizado em todas as situações. Queira a paciente parto vaginal ou cesárea, as vontades da paciente serão respeitadas e todas as suas dúvidas esclarecidas durante o acompanhamento pré-natal.

Para a realização de um parto humanizado a primeira etapa é a mais importante: escolher um médico obstetra de sua confiança que esteja apto e respeite a sua opção. A partir dessa etapa você poderá elaborar e programar suas atividades para o grande e tão esperado dia do parto.

Estar preparada e informada para o parto humanizado também é parte importante de todo esse processo. A mulher deve ser interpretada como personagem principal na história e deve ter seus direitos e sua autonomia respeitados, levando em conta a sua diversidade cultural e emocional e de seus familiares.

Leia parte da entrevista de Dr. Condesmar Marcondes ao Jornal Vicentino em janeiro de 2007 (muito antes de falarem em parto natural/ humanizado):

“JV – O senhor é um dos defensores do parto natural. Por quê?
Marcondes – Eu trabalho para o século XXI, que é fertilização in vitro e bebê de proveta. Parto é Adão e Eva, mais ou menos isso. Tinha um professor que dizia que se a natureza tivesse evoluído e lugar de bebê nascer fosse na barriga, possivelmente o cara lá de cima teria colocado um zíper, para você abrir e passar. Deve haver um porque dos bebês nascerem por baixo. O único país no mundo que contraria, e a não ser que me provem que os alemães são imbecis e que os espanhóis não prestam, é o Brasil. Na Inglaterra, na França, na Suíça, todos fazem o parto normal, não é novidade, a novidade que existe no Brasil é que é possível fazer parto natural sem sentir dor. Porque não usar a sabedoria dos outros que é: tenha como a natureza te colocou porque tudo aquilo que a gente modificar vamos errar. O ideal seria que 90% das mulheres fizessem parto normal, os outros 10% seriam cesarianas que têm suas indicações, como um nenê sentado ou que se atravessou, por exemplo. O que acontece no Brasil é que nós médicos e pacientes nos acostumamos errados. Acho uma sacanagem falar para uma paciente, por exemplo, de 18 anos de idade que é muito nova e precisa fazer cesária, ou você é muito velha e cesária. Isso não é verdadeiro, é picaretagem.

JV – Então por que acontece esse enorme índice de cesárias (90%) no Brasil?
Marcondes – Não é pelo dinheiro porque o custo dos dois é praticamente o mesmo. A Associação Médica Brasileira tentou até colocar o parto normal recebendo mais do que a cesária. Mas é aquela coisa: tenho três empregos, então não dá tempo porque tenho que correr para outro lugar. Eu não acredito nisso. Por isso não tenho emprego, para mim meu emprego é meu cliente. Se a paciente precisar de mim durante 12 horas, vou estar com ela as 12 horas. Acredito em médico sentado do lado da cama e isso é século dezoito.”

Entrevista na íntegra: http://www.jornalvicentino.com.br/v2/condesmar-marcondes/

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