A história mundial da fertilização in vitro começa com a ação e a persistência do médico inglês Robert Edwards (hoje com 78 anos). No final dos anos 60, ele — que é considerado o criador da Sociedade Europeia de Reprodução Humana — conheceu outro especialista inglês, Steptoe, que dominava e utilizava técnica de laparoscopia (introdução de endoscópio e visualização das cavidades interiores do corpo).

Os dois trabalharam juntos e conseguiram, após obter um óvulo maduro de uma mulher, inseminá-lo com um espermatozoide, externamente. Foi assim que, em 1978, nascia Louise Brown, o primeiro bebê de proveta do planeta (hoje, ela já é mãe).

Já no Brasil, a primeira criança fruto de fertilização in vitro nasceu em 7 de outubro de 1984: Ana Paula Caldeira, da cidade de São José dos Pinhais (PR). O médico responsável foi Milton Nakamura, que durante anos viajou seguidamente para a Inglaterra, em busca de detalhes da técnica revolucionária de reprodução externa assistida.

“A primeira vez que ele foi, Nakamura chegou no laboratório dos ingleses Edwards e Steptoe com uma máquina fotográfica em mãos. É claro que foi expulso do local pelos pioneiros do procedimento’’, comentou o médico e também especialista em reprodução humana, Condesmar Marcondes.

Marcondes, por sinal, participou da fecundação, gestação e nascimento do primeiro bebê de proveta da Região Metropolitana da Baixada Santista, em 1992. “Foi tão emocionante para mim, que cheguei a ficar nervoso na hora do parto’’, lembrou o médico. “Só posso dizer que foi um menino de Peruíbe”.

Marcondes participou de várias outras fertilizações in vitro da região, inclusive do nascimento de Mariana, em 1993, que amanhã irá completar 11 anos de vida.

O médico explica que os principais motivos que levam um casal a procurar a fertilização assistida in vitro são: problemas com varicocele, infecções e doenças como lepra e caxumba, radioterapia, quimioterapia e vasectomia nos homens; falta de ovulação, endometriose, infecções por doenças venéreas (principalmente clamídia e gonorreia); quimioterapia e radioterapia e laqueadura em mulheres.

 

Fonte: A Tribuna